| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | M. rixosa |
O suiriri-cavaleiro é uma ave passeriforme da família Tyrannidae. Recebe também os nomes comuns de bem-te-vi-cabeça-de-estaca, bem-te-vi-carrapateiro (Bahia), bem-te-vi-coroa, bem-te-vi-de-coroa, bem-te-vi-do-gado (Pantanal), cavaleiro, siriri (São Paulo), monta-cavalo, suiriri e suiriri-do-campo (Rio Grande do Sul).
Seu nome científico significa: do (grego) makhëtës = lutador, guerreiro; e ornis = pássaro; e do (latim) rixa, rixar = briga, brigar; rixosus, rixosa = combativo, briguento. ⇒ Pássaro guerreiro briguento.
O peito é amarelo, a garganta clara, a cabeça cinza e as partes superiores marrons, a íris é vermelha. Essa coloração lembra a de muitas outras espécies da família Tyrannidae. Mede cerca de 18 cm. As patas são compridas, o que ajuda a identificá-lo.
Possui três subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Como o próprio nome diz, o comportamento mais conhecido do suiriri-cavaleiro é o seu hábito de seguir bois, antas, capivaras e outros mamíferos grandes para capturar carrapatos e outros parasitas sobre estes animais ou para apanhar os insetos espantados por eles enquanto caminham.
Constrói um ninho de gravetos a cerca de 4 m do solo, mas eventualmente pode ocupar o ninho abandonado do joão-de-barro (Furnarius rufus). Os ovos, brancos ou cor de creme, são incubados pelo casal.
O suiriri-cavaleiro é fácil de ser identificado pelos seus hábitos, especialmente por passar a maior parte do tempo no solo, andando de uma forma que lembra muito o joão-de-barro (família Furnariidae), enquanto os outros tiranídeos com os quais pode ser confundido são mais arborícolas. Vive em paisagens abertas, campos de cultura e parques nas cidades.
Ocorre na região centro-leste do Brasil, distribuindo-se desde a Venezuela até a Bolívia, Argentina e Uruguai. É migratório no sul do Brasil.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: